sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Preocupação ambiental ou sofismo?

Certamente a ação do homem provoca impacto ambiental há muito tempo. Isso não é nenhuma novidade.
Entretanto a maneira como o assunto vem sendo tratado ultimamente é, de fato, uma preocupação, talvez, maior que a gênese do problema.
O Brasil, na última metade do século XX, era, sem dúvida, um país “rudimentar” em diversos aspectos. Não havia a aplicação e difusão de conhecimento, tecnologia, informática e, muito menos, consciência ambiental.
Inúmeras famílias foram incentivadas a ocupar as regiões mais remotas do país à época sob a tutela do Estado, onde eram plenamente motivadas a prosperar através da exploração dos recursos naturais na “chamada” amazônia legal.
Não haviam estradas, hospitais, escolas , aeroportos e rodoviárias. Era, enfim uma região desprovida da mínima infraestrutura necessária à existência digna do homem.
Quem vive nas grandes metrópoles brasileiras e não conheceu a região nessa época, certamente não sabe o que ali ocorria.
Claro que com tanta informalidade e a sociedade “jogada” à própria sorte, muitas leis foram infringidas, inclusive as ambientais, pois é na ausência do Estado que a “baderna” prospera.
Evidentemente que os danos ambientais precisam ser reparados ou amenizados, assim como a legislação precisa ser alterada a fim de atender às atuais demandas da sociedade, principalmente, na produção e acesso aos alimentos. O que não justifica a “inquisição” que os produtores rurais e as pessoas que do seu meio depende vêm sofrendo.
Parece ter se tornado um “modismo” urbano defender o meio ambiente. Todo mundo acha “bonitinho” dizer que se preocupam com as florestas, os rios, os animais e o clima. Na verdade a maioria quer mesmo é posar de “bom” moço e contemporâneo.
O Brasil necessita de um marco regulatório na questão ambiental, mas que promova o desenvolvimento sustentável.
Para isso a sociedade urbana precisa compreender a importância do homem do campo, parar de criminaliza-lo e, principalmente, cobrar que as instituições de controle sejam, de fato, eficientes.
É difícil um país essencialmente produtor de commodities ter estradas duplicadas e excelentes nos destinos de veraneio e àquelas por onde sua produção escoa, totalmente inviáveis.
O agronegócio cresceu? Com desmatamento sim, mas também, sem estradas, hospitais, etc, etc e etc.
É possível preservar? Claro, mas não sem produzir.
Cuidado com a “moda” do ambientalmente responsável...Será que você é?

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