Dizia o doutor Antonio Lopes de Sá sobre o ensino da contabilidade :
"Ensino demasiadamente pragmático, a teoria dissociada da realidade, a escolha de más orientações pedagógicas.... não se trata de preparar um profissional para ser dócil a esta ou aquela tendência a titulo de harmonizar práticas."
Suas palavras ainda soam como música e encantamento, mormente quando refere-se aos CPC´s e IFRS tão endeusados pelos contadores :
" A ciência se construiu mais ao sabor de gênios que de pactos ou assembléias de profissionais. As teses de Galileu, Newton, Einstein, Planck e outros gênios não se derivaram de "comissões" (CPC), nem de "institutos internacionais" (IFRS)."
Quanto a tarefa dos professores, monitores ou seja lá quais nomenclaturas professem :
"O ensino precisa dar aos discentes razões para que estes possam alimentar um espírito crítico competente para identificar a realidade e estabelecer identidades. Einstein já advertia, há décadas, sobre a decadência da educação normativa afirmando que ela criava "robôs" e não homens capazes de racionar. Em Contabilidade o que é deveras importante não é apenas informar, nem saber como se informa, mas, sim o que fazer com o que se tem por informação."
Afinal quem escreveu tudo isso estava revoltado após voltar de alguma palestra no CRC SP ? Não !
O professor Antonio Lopes de Sá foi um escritor e contador brasileiro da área das ciências sociais e filosofia do comportamento humano.
Possuia doutorado em Ciências Contábeis e foi doutor honoris causa, em Londres. (sem ser político, o que invalidaria os títulos )
Embora tenha falecido em 2010, já idoso, ou velhinho, nasceu em minha carreira pouco antes disso.
A ele dedico minhas aulas de contabilidade adaptadas às ciências sociais.
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