O plebiscito no Pará refletiu a vontade do povo. Principalmente do povo que está na capital do estado, Belém. Certamente a divisão do Pará criando mais dois estados acarretaria mais despesas aos cofres públicos e todos aqueles problemas que acompanham a gestão do erário público no Brasil.
Vale ressaltar que o fator decisivo para que não se dividisse o Pará em três estados, foi a votação dos eleitores da capital Belém. Evidentemente, conforme a Constituição Brasileira, a maioria decidiu e o assunto está encerrado. Porém, é preciso destacar que o resultado deste não reflete a igualdade de direitos naquele estado.
Embora rico em recursos naturais o Pará é uma região com baixo índice de desenvolvimento humano, principalmente nas regiões do interior, onde a infra-estrutura, a saúde, educação e moradia são recursos escassos e precários, enquanto a malária é algo “comum”.
O que se viu nesta votação não foi a “justiça” social através do voto popular, mas sim, a “defesa” dos interesses daqueles que não querem perder seus privilégios em ser a capital do Estado.
Por outro lado, é catastrófico ter como fundamento para a defesa da criação de dois novos estados, o argumento de que é preciso “dividir” para governar melhor. Em resumo, como de costume, o governo assumindo sua ineficiência recorrente.
Com certeza a solução para minimizar as desigualdades naquele estado e em muitos outros locais do Brasil, não é a divisão, a criação de estados e aumento da máquina pública, criando cargos e mais absurdos com o dinheiro público, mas sim, que a população se articule e exija que o governo propicie as condições necessárias a uma vida digna. Isso deve ser uma prática, independentemente do tamanho territorial da região.
A sociedade até pode se sentir satisfeita pelo fato de não terem criado dois novos estados, mas não pode deixar de pensar e agir por aqueles que lá estão, lá... bem distante, nos sertões paraenses, onde o governo é ausente e o coronelisno tão presente quanto a malária.
Sou pela divisão do salário dos deputados, senadores e nomeados sem concurso público.
ResponderExcluirEstou muito "triste" pelos futuros deputados, senadores e familiares que ficaram sem mais essa boquinha de corrupção.